Seedorf chega ao Corinthians com missão urgente e desafios pela frente

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Seedorf não tem bons números como treinador, antes de assumir o Timão
Foto: Reprodução

Seedorf não tem bons números como treinador, antes de assumir o Timão

O Corinthians aposta em Clarence Seedorf para reagir na reta final do Campeonato Brasileiro. Anunciado neste domingo (11), o técnico holandês chega ao Timão em um dos momentos mais delicados da temporada, com a equipe ameaçada pelo rebaixamento e uma sequência de resultados negativos que aumentou a pressão no clube.

O primeiro grande desafio será interromper a série de derrotas no Brasileirão. Após a goleada por 4 a 1 para o Palmeiras, o Timão chegou a oito partidas consecutivas sem vencer na competição e ocupa a 16ª colocação, com 32 pontos. O Internacional, primeiro time dentro do Z4, aparece logo atrás, com o mesmo número de pontos, porém um triunfo a menos.

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Além disso, o treinador terá pouco tempo para mudar o cenário. A estreia do novo comandante está prevista para dia 19 (segunda-feira), contra o Vitória, na Neo Química Arena. Restam apenas oito partidas para o holandês comandar a equipe no campeonato e buscar a pontuação necessária para afastar o risco de queda.

“Fala, Fiel. Estou muito feliz com a oportunidade de comandar um clube tão grande quanto o Corinthians. Eu me lembro muito bem da paixão de vocês nas arquibancadas e tenho certeza de que vamos precisar desse apoio para o resto do campeonato. Esses próximos jogos com muito trabalho vão fazer o melhor pelo Corinthians”, declarou o holandês.

Blindar elenco e recuperar principais peças

Em meio ao momento turbulento dentro e fora de campo, Seedorf chega com a responsabilidade de aliviar o ambiente e devolver a confiança aos jogadores. A tarefa não é fácil, visto que os problemas políticos e o atraso no salário afetam diretamente o elenco, conforme desabafou o zagueiro Gabriel Paulista.

Dentro das quatro linhas, o trabalho passa principalmente pela organização tática e do setor defensivo. Afinal, o Corinthians sofre com o alto volume de gols e viu seu aproveitamento despencar na reta final do Brasileirão. A equipe paulista sofreu 18 gols nas últimas dez rodadas, atrás apenas do Coritiba (sofreu 20).

O holandês também precisará encontrar a melhor maneira de utilizar peças importantes do elenco. Memphis Depay e Rodrigo Garro aparecem entre os jogadores que podem assumir protagonismo na tentativa de reação. Contudo, o compatriota ainda não reencontrou o bom futebol desde que renovou e o argentino também está em baixa.

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Ao mesmo tempo, o treinador terá de recuperar atletas que estão retornando de problemas físicos. Entre eles, está Yuri Alberto, artilheiro da equipe na temporada, que não atuava desde 30 de julho. Dessa forma, o centroavante terá que readquirir ritmo de jogo neste momento delicado do Timão e voltar a ser decisivo.

Outro ponto será a capacidade de Seedorf de unir o elenco em torno de um objetivo imediato. A diretoria aposta na liderança e na experiência internacional do ex-jogador para conduzir o grupo durante a reta final do campeonato, justamente quando o Corinthians mais precisa de estabilidade.

Histórico do treinador assusta

Outro obstáculo está no próprio histórico de Seedorf como treinador. O ex-jogador está afastado do comando de uma equipe desde 2019 e não possui uma experiência recente à beira do campo. Em 63 jogos nas quatro equipes que dirigiu, acumulou 20 vitórias, 17 empates e 26 derrotas, com 38,6% de aproveitamento.

O trabalho mais delicado da carreira aconteceu no Deportivo La Coruña, em 2018. O ex-jogador assumiu o time espanhol durante uma luta contra o rebaixamento, mas não conseguiu evitar a queda para a segunda divisão. Em 16 partidas, foram apenas duas vitórias, além de seis empates e oito derrotas.

Em 2018, antes de assumir o comando do time espanhol, o holandês negociou com o Athletico-PR para ocupar o cargo de manager. As conversas avançaram a ponto de o ex-jogador viajar a Curitiba para conhecer pessoalmente as instalações do Furacão. O treinador também comandou Milan, Shenzhen, da China, e a seleção de Camarões, mas sem deixar saudades.

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A diretoria, por sua vez, aposta em um projeto mais longo. O contrato do holandês vai até o fim de 2027, mas o início será marcado por uma necessidade imediata: evitar que a crise termine com o Corinthians na Série B. O vínculo, inclusive, pode prever rescisão automática em caso de rebaixamento.

“Um nome como o do Seedorf transcende. Não é que chegou de alguma maneira (oferecida), é um nome que a gente teve acesso, identificamos que é um líder, um vencedor, é um cara que decidiu retomar a carreira como treinador”, comentou Marcelo Paz, em entrevista à ge tv.

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