
Seleção da Costa do Marfim jogará sem torcida na Copa do Mundo de 2026
Uma das seleções mais tradicionais do continente africano a partir do século XXI, a Costa do Marfim terá um desfalque de peso para a Copa do Mundo de 2026: o seu torcedor. De acordo com o jornal francês L’Équipe, cerca de 500 marfinenses que viajariam para apoiar o país não conseguiram o visto necessário para entrar nos Estados Unidos.
Tradição
Alemanha, em 2006, África do Sul, em 2010, e Brasil, em 2014. Essas foram as três edições em que a Costa do Marfim disputou uma Copa do Mundo. Em todas elas, a festa do torcedor marfinense chamou a atenção.
Sempre alegres e com sorriso no rosto, a torcida dos “Elefantes”, como é chamada a seleção da Costa do Marfim, não deixava a festa de lado, sendo o resultado positivo ou negativo.
A imprensa local destacou a frustração em não ter a sua torcida, que seria um braço direito para que a seleção africana conseguisse, pela primeira vez na história, passar da fase de grupos do Mundial.
Sem seu torcedor, a Costa do Marfim estreia na Copa do Mundo em 2026 no próximo domingo (14), diante do Equador. Na sequência do grupo E, os Elefantes encaram a Alemanha, no dia 20 de junho, e encerram contra Curaçao, no dia 25.
Mais problemas
Nesta semana, o mundo parou para acompanhar a repercussão envolvendo a deportação do árbitro Omar Artan, da Somália, que foi proibido de apitar jogos da Copa do Mundo e teve que retornar para o seu país de origem.

Omar Artan foi eleito o melhor árbitro do continente africano em 2025
O Canadá tentou contornar a situação criada pelos Estados Unidos, que afirmou que o árbitro tem suspeita de vínculo com “terroristas”, e convidou Omar para apitar jogos do Mundial em Vancouver. Na Somália, Omar Artan foi recebido por uma multidão como uma verdadeiro herói, tendo seu nome cantado e sendo aplaudido.
Quem também viveu problemas para entrar nos Estados Unidos foi a seleção do Iraque. O fotógrafo da equipe, Talal Salah, foi interrogado por mais de 10 horas e, no fim da burocracia, impedido de entrar em solo estadunidense.
Aymen Hussein, artilheiro da seleção iraquiana, também ficou preso no processo de imigração estadunidense, sendo interrogado por 7 horas. Para a imprensa do Iraque, o atacante foi tratado como “terrorista” pelos norte-americanos.

