
Técnico pede demissão horas após eliminação na Copa do Mundo
A menos de 24 horas depois da eliminação sofrida nos pênaltis para o Marrocos, pelos 16 avos de final da Copa do Mundo de 2026, o técnico Ronald Koeman renunciou ao cargo e não comanda mais a seleção holandesa. O treinador informou a decisão de colocar ponto final à sua segunda passagem no início da noite desta terça-feira (30), por meio de uma publicação realizada em seu perfil nas redes sociais (veja mais abaixo na íntegra).
Muito criticado pela queda na primeira fase eliminatória da Copa, Koeman destacou que optou por deixar a Holanda na última noite, logo após a desclassificação nas penalidades.
O ex-zagueiro artilheiro, ídolo do Barcelona e também da própria Laranja Mecânica, acrescentou, ressaltando a decepção que sentiu pela eliminação precoce e citando a expectativa que tinha, junto do elenco, pela conquista inédita da taça da Copa do Mundo.
Ronald Koeman afirmou ainda que: “Quando alguém que você ama muito trava uma batalha difícil, sua perspectiva muda.”, revelando uma batalha pessoal com a esposa, que lida com um problema de saúde enquanto ele dirigia a Holanda.
O treinador encerrou o seu segundo ciclo pela equipe nacional tendo alcançado 24 vitórias, nove empates e 11 derrotas ao longo de 44 jogos. Koeman havia sido recontratado em dezembro de 2022, após ser demitido do Barcelona.
Comunicado oficial
Veja abaixo o comunicado publicado por Ronald Koeman
“ Ontem à noite tomei a decisão de terminar o meu período como treinador da seleção nacional dos Países Baixos.
Olhando para trás na minha carreira, sinto-me especialmente orgulhoso e grato. Tive o privilégio de trabalhar no Vitesse, Ajax, Benfica, PSV, Valencia, AZ, Feyenoord, Southampton, Everton, FC Barcelona e claro dois períodos com a seleção holandesa. Clubes e pessoas que me moldaram e me deram memórias que guardarei para o resto da minha vida.
É por isso que dói que o meu período com a Holanda esteja a terminar assim. Todos nós sonhávamos com uma Copa do Mundo onde faríamos história. Isso não aconteceu. Ninguém está mais desapontado com isso do que eu. Como treinador nacional, você tem essa responsabilidade. Sempre senti isso e sempre sentirei isso.
Nos últimos anos, também me fizeram perceber que existem coisas mais importantes do que o futebol. Futebol tem sido minha vida, mas saúde não tem preço. Quando alguém que você ama muito trava uma batalha difícil, sua perspectiva muda. A minha esposa Bartina tem-me apoiado todos os dias apesar do seu próprio processo de doença e encorajado-me a completar o meu trabalho como treinador nacional. Isso testemunha uma força incrível. Estou-lhe mais grato por isso do que alguma vez posso expressar em palavras.
Quero agradecer a todos os jogadores com quem me foi permitido trabalhar. Sua dedicação, caráter e confiança me motivaram todos os dias. Obrigado também à minha equipa, ao KNVB, a todo o pessoal por trás das câmaras e aos clubes onde me foi autorizado a trabalhar. Mas acima de tudo, obrigado aos apoiantes. Pelo seu apoio, especialmente nos momentos difíceis. Foi uma enorme honra poder representar a Holanda como treinador nacional.
Eu digo adeus com sentimentos confusos. Claro que eu teria preferido terminar meu período com um título de Copa do Mundo com Orange. Esse sonho infelizmente permaneceu por realizar. Mas acima de tudo, o orgulho prevalece. Orgulhoso de tudo que o futebol me trouxe, das pessoas que conheci, e do fato de ter sido permitido fazer da minha maior paixão a minha profissão.
Obrigado por todos esses anos de confiança, crítica, apoio, decepções, sucessos e muito mais”.

