
Do Palmeiras à América: tecnologia brasileira chega na Argentina
O Brasil é conhecido como um dos maiores exportadores de talentos do futebol mundial. Agora, fora das quatro linhas, uma empresa brasileira começa a levar para a América Latina outro tipo de ativo relacionado ao esporte: tecnologia desenvolvida para transformar a experiência de acesso e segurança em grandes arenas.
O movimento representa um novo passo para o reconhecimento facial que vem sendo utilizado nos principais estádios do Brasil. “É um passo importante porque demonstra que a tecnologia desenvolvida e validada no país pode ser aplicada em diferentes realidades e mercados”, afirma Ricardo Cadar, fundador e CEO da Bepass.
A primeira operação internacional foi iniciada na Argentina, com o Vélez Sarsfield, levando o reconhecimento facial ao estádio José Amalfitani, em Buenos Aires, que tem capacidade superior a 49 mil pessoas. Na sequência, a empresa chegou ao Chile, onde iniciou a operação no Estádio Nacional de Santiago, que comporta mais de 46 mil torcedores.
Tecnologia consolidada no Brasil agora avança pela América Latina
A trajetória da Bepass nos estádios brasileiros começou em 2023, com o Palmeiras, antes mesmo da obrigatoriedade prevista pela Lei Geral do Esporte para arenas com capacidade superior a 20 mil pessoas, em vigor desde 14 de junho de 2025. Desde então, a tecnologia passou a ser utilizada em estádios como Maracanã, MorumBIS, Nilton Santos, Vila Belmiro, Arena do Grêmio, Arena Barueri e Nubank Parque.
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O sistema de reconhecimento facial permite que o acesso ao estádio seja até três vezes mais rápido do que métodos tradicionais, como o QR Code. Além da agilidade na entrada, a tecnologia permite associar o ingresso à identidade do torcedor, contribuindo para o combate ao cambismo e para a identificação de pessoas com restrições criminais.
Para a Bepass, levar a tecnologia para outros países não significa apenas replicar o modelo utilizado no Brasil. A expansão envolve a adaptação da operação às características de cada mercado.
“A internacionalização não acontece simplesmente pela replicação de um produto. É preciso entender a legislação, o comportamento do consumidor, a dinâmica de cada mercado e as necessidades dos parceiros locais. Estamos levando uma tecnologia brasileira, mas construindo operações adaptadas à realidade de cada país”, finaliza Cadar.
A escolha de Argentina e Chile como primeiros mercados internacionais acompanha a força do futebol nos dois países e a presença de grandes clubes e estádios, criando um ambiente favorável para a modernização dos sistemas de acesso e segurança em grandes eventos.
