
Quem te viu? Textor e Montenegro ficaram mais distantes
Ex-controlador da SAF do Botafogo, John Textor tem tumultuado um pouco mais o ambiente de transição de poder do Botafogo com inúmeras ações na Justiça dos Estados Unidos e do Reino Unido. Nos tribunais do Brasil, o Godfather, porém, só acumula derrotas. Sendo assim, o empresário norte-americano pediu um diálogo com social do Mais Tradicional, dono de 51% do futebol alvinegro, para retomar o clube-empresa.
Antes de tudo e de uma tentativa de “aproximação”, contudo, Textor segue sustentando que é o verdadeiro dono da SAF do Botafogo. Neste fim de semana, aliás, ele até reapareceu no Rio de Janeiro para um evento da Conmebol. Em entrevista à “Espn”, o empresário não abriu mão desta condição.
“Gostaria de manter um diálogo com o clube social e não ir à Justiça provar que sou o dono. Quem mais é o proprietário? Está claro. Como eu disse, a briga com a Eagle acabou. Enquanto eu levo meses para conseguir uma decisão de rotina de um juiz no Rio de Janeiro, eles (social) levam duas horas. Isso não está certo. Então, espero chegar lá por meio do diálogo”, pediu o big boss.
Figura influente no social do Botafogo, o ex-presidente Carlos Augusto Montenegrou tomou conhecimento dos queixumes de Textor e logo rechaçou qualquer diálogo com o ex-controlador da SAF.
“Minha resposta é que ele vai ter que prestar contas ou com o Botafogo ou com a Justiça”, disse o presidente no título brasileiro de 1995.
Textor x social
Com 90% das ações, Textor esteve à frente do Botafogo de março de 2022 a abril de 2026, quando um tribunal arbitral o apeou do poder. Com ele, o Botafogo sagrou-se campeão da Libertadores e do Brasileirão em 2024. Mas o clube contraiu dívidas, recebeu seis transferbans ds Fifa, declarou situação prefalimentar e entrou em processo de recuperação judicial.
Com Textor fora, o social do Botafogo acionou uma cláusula prevista no acordo original da sociedade para passar a deter 51% das ações da empresa, enquanto a GDA Luma não arremata a SAF. Sendo assim, a participação da Eagle Holding (do Godfather) foi reduziada para 49%. O associativo alegou o descumprimento de obrigações e falhas em aportes financeiros por parte da empresa do norte-americano.
