
“Uma estátua”: Imprensa internacional detona Cristiano Ronaldo
O desempenho muito abaixo do esperado de Cristiano Ronaldo no empate frustrante de 1 a 1 de Portugal contra a modesta República Democrática do Congo na última quarta-feira (17) gerou duras críticas da imprensa internacional ao craque. Logo após o apito final do jogo que abriu o Grupo K da Copa do Mundo de 2026, o lendário atacante virou tema negativo em diferentes noticiários.
O The Independent, por exemplo, do Reino Unido, detonou a exibição do icônico camisa 7. Para o veículo, a atuação em campo do atacante de 41 anos foi digna de uma estátua.

“Dez homens e uma estátua”.
“Dez homens e uma estátua. Portugal sacrifica mais uma Copa do Mundo para o ego de Cristiano Ronaldo (…) A exibição sem gol de Ronaldo frente à República Democrática do Congo é o mais recente sinal de alerta para Roberto Martínez.” The Independent
O The Athletic, do NY Times, utilizou uma abordagem semelhante para criticar a partida ruim de Cristiano Ronaldo. A análise faz um contraponto do que costumávamos ver do camisa 7.

“Uma triste sombra do grande jogador que já foi”
“Durante pouco mais de uma hora do empate de 1-1 de quarta-feira contra a República Democrática do Congo, em Houston, Ronaldo basicamente não fez nada. Não é sequer que estivesse a jogar mal, mas sim que não estava a fazer absolutamente nada. Era um vazio, um ser teoricamente corpóreo mas que mais valia ser uma nuvem de fumo, um espírito sem substância.” New York Times
Outro veículo renomado que repercutiu CR7 negativamente foi o tradicional La Gazzetta Dello Sport, da Itália, país onde o camisa 7 atuou entre 2018 e 2022, defendendo a poderosa Juventus, tendo anotado 101 gols em 134 jogos, além de ter conquistado cinco títulos.

“Portugal decepciona, CR7 ainda mais”
“O cenário da partida era claro e previsível. No Portugal de Martínez, em Houston, um problema era evidente: Cristiano Ronaldo. O camisa sete português, jogando sua sexta Copa do Mundo como Leo — ninguém como eles — não reagiu ao hat-trick do camisa dez argentino; em vez disso, perambulava pelo campo, buscando brechas e espaços que nunca encontrara”. La Gazzetta Dello Sport
Atuação ruim
Aos olhos de quem assistiu a partida que aconteceu no NRG Stadium, em Houston, nos Estados Unidos, a participação do camisa 7 foi bastante discreta. E essa percepção se confirma nos números da partida.

Cristiano Ronaldo na estreia contra a RD do Congo
Apesar de Portugal ter dominado a posse de bola, com 75%, o sistema ofensivo encontrou muitas dificuldades para transformar esse controle em oportunidades de gol. O Congo, com apenas 25% da posse, finalizou uma vez a mais que os portugueses, que terminaram a partida com apenas sete chutes.
Das finalizações de Portugal, três foram de Cristiano Ronaldo. Nenhuma delas levou perigo concreto, somando apenas 0,07 de xG (estatística avançada de gols esperados).
Entre dribles, passes e chutes, Cristiano teve apenas 25 ações com a bola, sendo um dos jogadores menos participativos da equipe ao longo dos 90 minutos. Para se ter uma ideia da discrepância, Portugal terminou a partida com 783 passes.
Um ponto de preocupação para a seleção portuguesa é que a atuação apagada de Cristiano Ronaldo não foi um caso isolado na estreia do Mundial.
Desconsiderando os amistosos e levando em conta as últimas partidas oficiais do atacante em competições organizadas pela FIFA ou pela UEFA, são 33 finalizações, 11 delas em direção ao gol, mas nenhuma terminou dentro das redes.
Mesmo com todo o protagonismo e com a bola no pé por maior parte do tempo, o grande protagonista de Portugal não vem conseguindo traduzir tudo isso em gols.

