
Palmeiras e Santos ampliam rivalidade na Copa do Brasil; relembre
Palmeiras e Santos se enfrentam nesta quarta-feira (26), no Nubank Parque, em São Paulo, pelo jogo de ida do confronto válido pelas quartas de final da Copa do Brasil de 2026.
Buscando uma vaga entre os quatro melhores da competição, os rivais paulistas possuem uma rivalidade histórica, que cresce ainda mais no principal mata-mata do futebol nacional.
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Início da rivalidade na competição
O primeiro confronto de Palmeiras e Santos na Copa do Brasil aconteceu nas semifinais da edição de 1998. Na ocasião, o Verdão havia eliminado o Sport nas quartas, enquanto o Peixe tinha passado pelo Paraná.
A ida, disputada no mítico Palestra Itália, terminou em 1 a 1, com gols de Élder, para os santistas, e Oséas, para os palestrinos. Com a regra do gol qualificado, o resultado era ótimo para o Alvinegro, que se classificava com o empate sem gols.
Sabendo disso, Felipão, técnico alviverde, preparou uma surpreendente mudança para a segunda metade, na Vila Belmiro: Darci, meio-campista marcado pelas características físicas e defensivas, no lugar do talentoso Alex.
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A mudança não deu certo apenas atrás, mas também lá na frente. Viola, inspirado pelo Peixe, abriu o placar logo no início, mas, rapidamente, Oséas empatou. No começo do segundo tempo, o grande herói improvável apareceu. Darci acertou um chute de rara felicidade, bateu Zetti e virou a situação para a equipe.
O Santos até empatou na reta final, com um gol de Argel Fuchs, hoje conhecido pela carreira como treinador. O resultado, no entanto, favoreceu o Palmeiras, que avançou no impopular gol qualificado.
Auge do duelo
Apesar do primeiro confronto ter sido gigante, resultando no primeiro título do Palmeiras na competição devido à decisão vencida sobre o Cruzeiro, o auge da rivalidade aconteceu 17 anos depois.
No início de 2015, o Santos voltou a ser campeão paulista sobre o rival, em uma final cheia de polêmicas, provocações e decidida nas penalidades máximas.
No final de outubro do mesmo ano, foi definido que o confronto voltaria a se repetir em uma final, desta vez, na Copa do Brasil. Nas semis, o Peixe atropelou o São Paulo, enquanto o Palmeiras havia passado, nos pênaltis, pelo Fluminense.

Sabor agridoce do jogo de ida tornou-se azedo para a torcida santista
O jogo de ida, disputado na Vila Belmiro, é uma das partidas mais cruéis que o torcedor santista pode ter memória. A equipe litorânea venceu por 1 a 0, com gol de Gabriel Barbosa, mas perdeu duas chances impressionantes.
Logo nos primeiros minutos, Gabigol bateu um pênalti, sua especialidade, na trave. Já nos acréscimos do segundo tempo, Nilson, que havia acabado de substituir o volante Thiago Maia, teve uma oportunidade de ouro de ampliar a vantagem, mas, mesmo sem goleiro, em ótima posição, finalizou para fora.
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A volta, realizada no Allianz Parque, na capital paulista, é um dos maiores, melhores e mais emocionantes jogos da história do futebol brasileiro.
Em casa, o Palmeiras dominou o confronto, apesar de um chute na trave de Victor Ferraz no comecinho da disputa. Aos 11 minutos do segundo tempo, Dudu recebeu de Robinho na grande área, abriu o marcador e igualou o agregado.
Com apenas cinco minutos restantes, o baixinho reverteu a desvantagem, após cobrança de falta. O gol, considerado o mais comemorado da história do Allianz Parque, parecia representar o título da Copa do Brasil. No entanto, Ricardo Oliveira, jogadas depois, diminuiu o placar e empatou a combinação, depois de escanteio.
Sem o gol fora desta vez, a decisão foi para as penalidades máximas. Marquinhos Gabriel abriu a série com uma forte finalização no travessão. Zé Roberto colocou o Verdão em vantagem na sequência, e Fernando Prass encaminhou o título defendendo o chute de Gustavo Henrique.
Todos acertaram a partir do erro do zagueiro, e a conquista veio nos pés de Fernando Prass, que se tornou um ídolo alviverde com a atuação na decisão.

Elenco do Palmeiras provocando Ricardo Oliveira depois do título da Copa do Brasil de 2015
A vitória palestrina gerou uma série de provocações ao elenco santista. O principal alvo foi Ricardo Oliveira, que havia comemorado um gol diante do Palmeiras anteriormente com uma careta.

