
Vini Jr.
A Seleção Brasileira ganhou um rumo. A equipe não é mais aquela que esteve completamente perdida nos primeiros 30 minutos da estreia na Copa do Mundo, diante do Marrocos.
Mérito ao técnico Carlo Ancelotti, que encontrou um modelo de jogo competivo e, com o triunfo por três a zero sobre o Haiti, reacendeu a esperança de que a equipe pelo menos faça um bom papel no mundial.Obviamente vale enfatizar que o segundo adversário do Brasil tem qualidade bem inferior ao da primeira rodada, pois o Haiti ocupa apenas o 85º lugar do ranking da FIFA.Entretanto, apesar de um segundo tempo borocoxô, a sensação é de ver a equipe brasileira bem mais sólida na defesa. E o melhor é que esta segurança dá liberdade para os jogadores do ataque brilharem com o talento que possuem.

Ancelotti em entrevista coletiva no Metlife Stadium
Para chegar a esse novo modelo de equipe, o treinador italiano abriu mão do desastroso esquema tático da estreia e trocou dois jogadores que desafinaram diante do Marrocos.
Logo, o veterano e contestado Danilo ganhou a vaga de Ibañez na lateral direita e fez uma boa partida diante do Haiti, apesar de ainda precisar ser testado contra seleções mais qualificadas.
Já o apagado e criticado Igor Thiago foi substituído por Matheus Cunha, que marcou dois gols como titular, algo essencial para dar confiança a um camisa nove.Aliás, Cunha foi fundamental para esse novo esquema tático proposto pelo comandante funcionar. Ancelotti montou o meio-campo da Seleção como se fosse um losango.Casemiro, que cochilou em campo contra Marrocos, acordou diante do Haiti e foi uma das vértices desta metafórica figura geométrica. O volante teve uma atuação discreta, porém eficiente.Claro, pela baixa qualidade do rival, mas também porque recebeu auxílio dos outros três elementos do hipotético losango, com Paquetá na esquerda, Bruno Guimarães na direita e Matheus Cunha mais à frente.Todos jogaram muito bem. Assim, o meio-campo brasileiro protegeu o outrora frágil sistema defensivo. E, de quebra, deu à dupla de atacantes a liberdade de jogarem soltos.
Vini Jr. e Raphinha
Seguramente, Vini Jr. foi quem mais aproveitou esta tal liberdade. O jogador do Real Madrid balançou a rede mais uma vez na Copa e ainda teve participação decisiva para o primeiro gol de Matheus Cunha. É, sem dúvidas, o protagonista da Seleção Brasileira até aqui.
Por sua vez, Raphinha, mesmo não tendo atuado tão bem quanto o companheiro de ataque, parece finalmente ter encontrado o melhor posicionamento dentro de campo. Fez um gol, bem anulado pela arbitragem, e perdeu outro cara a cara com o goleiro. Contudo, o atleta do Barcelona sentiu dores no músculo posterior da coxa direita e provavelmente ficará de fora do duelo contra a Escócia na terceira rodada. Mas hoje é proibido dar notícia ruim sobre a Seleção Brasileira. O torcedor merece comemorar a vitória, os gols, a boa atuação. Afinal, ainda que tardiamente, o time, enfim, estreou na Copa do Mundo 2026.

