
Cristiano Ronaldo e Rafael Leão atuam juntos na seleção portuguesa
Um dos 50 nomes associados ao escândalo da rede de prostituição na Itália, o atacante Rafael Leão, que defende a seleção de Portugal e o Milan, desabafou em seu perfil no Instagram a respeito das acusações.
“Peço a todos para evitarem associar meu nome a esta situação (rede de prostituição) de modo arbitrário ou superficial, sem a atenção pela verdade e respeito pela vida privada. Antes de jogadores, somos pessoas com família e reputação”. Rafael Leão
O craque português continuou afirmando que seus advogados já estão envolvidos no caso e vão tomar as medidas necessárias para defendê-lo daquelas que, para ele, são “falsas notícias”.

Rafael Leão
Lista vazada
Após a repercussão das escutas e de jogadores envolvidos no caso, a imprensa italiana resolveu divulgar os nomes dos atletas envolvidos de alguma forma no esquema.
Além de Carlos Augusto, a lista conta com os seguintes atletas: Bastoni, Bellanova, Bisseck, Hakimi, Coutinho, Skriniar, De Winter, Leao, Giroud, Menez; Calafiori; Huijsen, Vlahovic, Arthur, Alvaro, Scamacca, Ruggeri, Maldini, Tavares. Entre os nomes, os brasileiros Philippe Coutinho, ex-Vasco, e Arthur, que atualmente defende o Grêmio.
Os nomes foram citados pelo menos uma vez na escuta, e não indicados de forma aleatória pela Promotoria de Milão, de acordo com a imprensa italiana. O iG tentou contato com a defesa dos atletas brasileiros supostamente envolvidos na situação, mas não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem.
O caso
As festas aconteciam em ambientes de luxo, como hotéis e casas noturnas, tanto na Itália quanto em destinos turísticos como Mykonos, na Grécia. A estrutura da operação estaria baseada em Cinisello Balsamo, na região de Milão, e era comandada pelo casal Emanuele Buttini e Deborah Ronch, que atualmente cumprem prisão domiciliar, assim como outros dois envolvidos.
Entre os indícios reunidos pela investigação estão transferências financeiras, escutas telefônicas e até movimentações em redes sociais, como o fato de diversos jogadores seguirem o perfil da suposta agência. Uma das conversas interceptadas menciona, inclusive, a negociação por uma mulher brasileira.
A promotoria também apura denúncias de exploração. Segundo os relatos, mulheres viviam na sede da empresa, arcavam com custos de estadia e repassavam parte significativa dos valores recebidos pelos programas. A estimativa é de que mais de 100 mulheres, de diferentes nacionalidades, tenham sido envolvidas no esquema.
Outro ponto que aparece nas investigações é o ambiente das festas, descrito como marcado por excessos. Há relatos do uso de óxido nitroso, o chamado “gás do riso”, substância que provoca euforia e não costuma deixar vestígios em exames antidoping.

