
Empresa colocou SAF do Botafogo à venda
A SAF do Botafogo foi colocada à venda em um anúncio publicado em um jornal inglês. A negociação é feita pela Cork Gully, consultoria britânica nomeada como administradora judicial dos credores da Eagle.
No anúncio, publicado no jornal Financial Times, da Inglaterra, a Cork destaca ter participação em três clubes de futebol: Botafogo, RWDM Brussels (Bélgica) e Olympique Lionnays (França).
Ao se referir ao Glorioso, a Cork Gully o nomeia o Botafogo como “um dos clubes mais históricos do Brasil”.
Ainda no anúncio, que foi publicado primeiramente pelo jornal O Globo, a empresa de consultoria pede que “manifestações de interesse devem ser enviadas por e-mail para [email protected].
E John Textor?
Figura sempre à frente do Botafogo, John Textor foi afastado do controle da Eagle, em março de 2026. O afastamento aconteceu por ação movida pela credora do grupo.
Na oportunidade, ele tentou resistir, mas o comando da holding passou para a Cork Gully, que agora anunciou a venda.
Em meio ao imbróglio, Textor segue no comando do Botafogo SAF graças a uma liminar da Justiça do Rio de Janeiro.

John Textor
Botafogo x Lyon
Em meio aos problemas com a SAF, recentemente o Botafogo entrou na Justiça para cobrar mais de R$ 745 milhões do Lyon, clube francês que faz parte do mesmo grupo empresarial. O dinheiro foi enviado ao longo dos últimos anos e não voltou. A cobrança virou duas ações no Rio de Janeiro.
Na prática, a falta desse valor mexeu no clube. O caixa ficou pressionado, contratos foram afetados e o time chegou a sofrer um transfer ban no fim de 2025, ficando impedido de contratar.
O problema começou dentro da própria estrutura do grupo Eagle Football. Botafogo e Lyon operavam com um sistema de caixa único. Na prática, um clube podia enviar recursos ao outro com previsão de acerto posterior. Foi nesse modelo que o Botafogo passou a financiar o Lyon.
Entre 2024 e 2025, o clube brasileiro fez 11 transferências que somam cerca de R$ 573 milhões. Além disso, emprestou 21 milhões de euros, cerca de R$ 125 milhões, em um contrato firmado dentro do grupo.
Há ainda um terceiro ponto: o Botafogo pegou R$ 323 milhões com um banco e repassou o valor ao Lyon. O clube francês teria assumido o pagamento dos juros, avaliados em cerca de R$ 45 milhões, mas isso não foi cumprido. A relação mudou quando houve troca de comando no Lyon.
A nova gestão rompeu o acordo de colaboração financeira e deixou de operar dentro do modelo de caixa compartilhado. Segundo o Botafogo, o clube francês ficou com os valores recebidos e não fez os pagamentos combinados.
A defesa do clube afirma que o Lyon se beneficiou dos recursos e não devolveu “quase a totalidade” dos valores.

