Fabinho vê evolução na Arábia e fala em “alívio” por vaga na Copa

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Fabinho em coletiva da Seleção Brasileria
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Fabinho em coletiva da Seleção Brasileria

Longe dos holofotes desde que deixou o Liverpool em 2023 e se transferiu para a Arábia Saudita, Fabinho ficou longe do radar da Seleção Brasileira até ser lembrado por Carlo Ancelotti. Ele voltou a ser chamado em novembro de 2025, conseguindo ganhar espaço e conquistar um lugar entre os 26 convocados do Brasil para a Copa do Mundo. 

Ciente de que a ida para o Al-Ittihad poderia o deixar distante da seleção, Fabinho revelou, em coletiva da seleção, que tinha confiança de que poderia voltar a defender o Brasil, mesmo atuando na Arábia Saudita. 

“Sabia que minha mudança de clube poderia, em um primeiro momento, me afastar um pouco da seleção e foi o que aconteceu. Mas eu sempre tive esperança de voltar, receber uma oportunidade. E, a partir daí, eu sabia qu era comigo, era demonstrar a minha capacidade”, disse.

“Quando eu fui para a arábia meu status dentro da equipe mudou um pouco, comecei a ter o status de principal jogado. Acho que me ajudou a crescer nesse sentido de tomar a responsabilidade. Virei capitão, o que me ajudou na questão da liderança e em ser mais comunicativo dentro de campo e no vestiário. Creio que sou melhor jogador hoje pelas experiência que tive lá [na Arábia Saudita]”, completou.

Mesmo depois de voltar a ser lembrado nas últimas listas, o meio-campo admitiu “alívio” ao ouvir o nome na convocação final para disputar o segundo Mundial da carreira. 

“Na convocação para o Catar, eu estive presente em praticamente todos os jogos das Eliminatórias e o que me deixou confiante para a lista do Tite. Agora, foi diferente, mais emocionante também. Depois das duas últimas convocações eu estava confiante, mas estava na expectativa. Depois que ouvi meu nome, foi um pouco de alívio e felicidade de estar aqui de volta. Você dá valor a muita coisa que se passa nesse período”.

Carreira construída na Europa

Experiente e com passagens marcantes por Mônaco e Liverpool, Fabinho nunca jogou profissionalmente no futebol brasileiro. Nascido em Campinas (SP), iniciou a trajetória nas categorias de base do Paulínia Futebol Clube, sediado na cidade vizinha que leva o mesmo nome do clube, no interior de São Paulo. Ainda na base, ele se transferiu para o Fluminense

Sem nem ao menos ter jogador no profissional da equipe carioca, ele se transferiu para o Rio Ave, em Portugal. Foi ali que a chave começou a mudar. Logo em seguida à chegada ao futebol português, ele foi emprestado ao Real Madrid Castilla (time B dos merengues). Ali, chamou a atenção de José Mourinho, que o levou para a equipe principal. 

Fabinho pelo Liverpool na partida contra o City
Twitter/Reprodução

Fabinho pelo Liverpool na partida contra o City

Do Real, ele foi para o Mônaco, onde se tornou peça-chave e destaque do clube entre as temporadas 2013/2014 e 2017/2018. Em 2028, ele deixou o time francês para se destacar no Liverpool, sendo multicampeão pelo clube da Inglaterra.

Ele ficou em terras inglesas até 2023, quando aceitou proposta para defender o Al-Ittihad, da Arábia Saudita, clube em que seguiu se destacando, ganhando chance de Carlo Ancelotti para disputar a segunda Copa do Mundo da carreira (ele esteve no Catar em 2022). 

Goleada contra o Panamá

Fabinho jogou o segundo tempo da goleada do Brasil contra o Panamá, no Maracanã, no Rio de Janeiro. O jogo marcou a despedida da delegação brasileira da torcida verde-amarela antes da viagem aos EUA para finalizar a preparação para a Copa do Mundo.

A Seleção Brasileira aplicou um 6 a 2 nos panamenhos, com cada um dos gols anotados por jogadores diferentes: Vini Jr., Casemiro, Rayan, Paquetá, Igor Thiago e Danilo. O adversário descontou com gol contra de Matheus Cunha (desvio de bola depois de cobrança de falta) e golaço de Carlos Harvey.

Seleção Brasileira - Danilo, Endrick e Rayan
Reprodução/@CBF_Futebol

Seleção Brasileira – Danilo, Endrick e Rayan

Mais um teste no país da Copa

O jogo contra a seleção panamenha marcou a despedida do time canarinho antes de embarcar rumo aos Estados Unidos. No entanto, ao chegar em solo estadunidense, o Brasil ainda terá mais um compromisso como preparação, neste sábado (6), em Cleveland, diante do Egito.

Somente na sequência, a Seleção passa a mirar a estreia na  Copa do Mundo 2026   em definitivo, contra o Marrocos, no dia 13 de junho. Depois disso, o Brasil encara as despretensiosas seleções do Haiti e Escócia pela fase de grupos do torneio.

Seleção Brasileira
Rafael Ribeiro / CBF

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Como pode ser na Copa?

Se terminar como primeira colocada, a seleção brasileira enfrenta o segundo lugar do Grupo F, que tem a Holanda como favorita, além de Tunísia, Japão e Suécia

Avançando da inédita fase de 16-avos de final, que antecede às oitavas, o Brasil pode medir forças contra o vencedor do jogos entre os segundos colocados do grupo E e I. Os canditados são Alemanha, Curaçao, Costa do Marfim e Equador; França, Senegal, Noruega e Iraque.

Havendo alguma zebra nas chaves citadas, é possível que a Seleção de Ancelotti precise lidar com os alemães ou franceses logo na segunda etapa do mata-mata da Copa. A partir desta fase, o caminho se abre com diferentes possibilidades: é plausível enfrentar a Inglaterra nas quartas, e a Argentina nas semis.



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