
Wesley admite pressão, mas exalta “sonho conquistado” e Ancelotti
Enquanto se prepara para defender a Seleção Brasileira em uma Copa do Mundo, o lateral-direito Wesley comentou sobre os bastidores do time canarinho e da preparação conduzida pela comissão do técnico Carlo Ancelotti em entrevista coletiva desta quinta-feira (4), concedida em um dos espaços do hotel The Ridge, em Nova York, nos Estados Unidos, onde toda a delegação do Brasil está hospedada.
O jovem defensor de 22 anos de idade, que pertence à Roma, da Itália, abriu o jogo sobre o nervosismo de defender a Seleção pentacampeã em um Mundial, destacando a própria resiliência para ter conquistado uma vaga entre os 26 jogadores convocados.
É muita pressão, como já falei, eu sei da responsabilidade que é estar aqui vestindo essa camisa. Acho que como eu já passei por tanta coisa, é tentar fazer o que eu já fiz, quando estava numa fase ruim, onde as coisas que não aconteciam, não davam certo. Como é a minha primeira experiência numa Copa do Mundo, eu quero que só aconteçam coisas boas. Estou me preparando para isso. Wesley – Seleção Brasileira
Em outro ponto, Wesley, que deixou clara a disposição para contribuir naquilo que for necessário dentro de campo, ressaltou que a convocação para ajudar o Brasil na tão sonhada busca pelo hexa representa a realização de uma conquista pessoal e profissional, relembrando momentos delicados no início da carreira como atleta.
“Confesso que era um sonho, óbvio, de estar aqui, mas era um sonho distante. Até porque não estava na Europa, nada dava certo. Então, acho que era um sonho muito distante, para falar a verdade. Só que consegui dar a minha reviravolta por cima. E não é que daqui para frente vai ser só coisa boa, eu espero que seja. Mas eu sei que se chegar a coisa ruim de novo, que pode chegar, que é normal numa carreira, eu vou estar preparado para isso, porque tudo que eu já passei não foi à toa. Então, acho que agora é manter o que está acontecendo. Essas duas temporadas foram incríveis para mim, foram inesquecíveis. E poder estar numa Copa do Mundo é algo para premiar tudo aquilo que eu fiz.” Wesley – Seleção Brasileira
“Paizão” Ancelotti?
Ainda na entrevista coletiva concedida nesta quinta, Wesley respondeu questionamentos sobre a comunicação com Carlo Ancelotti durante a preparação final da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo.
O lateral foi sincero e revelou que Carleto tem o ajudado, de maneira saudável, a melhorar certas questões táticas.

Carlo Ancelotti em treino da Seleção
“Ele conversou comigo, não diretamente, mas na frente de todos os atletas. Ele mostrou um vídeo que teve um lance que eu cometi um erro. Aí ele pergunta pro Danilo o que eu tinha que fazer, mas eu já sabia desse erro. Então, comentou na frente de todo mundo, mas uma conversa muito saudável, uma coisa que é pra agregar no meu futebol. E ele sabe do meu potencial atacando, ofensivo, só que eu boto na minha cabeça que quando eu tô bem ofensivamente, eu vou estar bem defensivamente e vice-versa. Então ele me ajuda nos detalhes de não dar bote, de cercar o momento certo, o momento certo de subir, o momento certo de ficar. Então essas coisas ele está conversando bastante comigo e eu espero que eu possa ajudar muito na defesa e no ataque” Wesley – Seleção Brasileira
Caminho rumo ao Hexa
A Seleção Brasileira faz a estreia na Copa do Mundo 2026 contra o Marrocos, no dia 13 de junho. Depois disso, o Brasil encara as despretensiosas seleções do Haiti e Escócia pela fase de grupos do torneio.

Seleção Brasileira
Seguindo os prognósticos naturais, a Seleção deve encerrar sua chave na Copa como líder do grupo. Porém, é ai que começam as possíveis dificuldades rumo ao Hexa.
Se terminar como primeira colocada, a equipe comandada por Carlo Ancelotti enfrenta o segundo lugar do Grupo F, que tem a Holanda como favorita, além de Tunísia, Japão e Suécia.
Avançando da inédita fase de 16-avos de final, que antecede às oitavas, o Brasil pode medir forças contra o vencedor do jogos entre os segundos colocados do grupo E e I. Os canditados são Alemanha, Curaçao, Costa do Marfim e Equador; França, Senegal, Noruega e Iraque.
Havendo alguma zebra nas chaves citadas, é possível que a Seleção precise lidar com os alemães ou franceses logo na segunda etapa do mata-mata da Copa. A partir desta fase, o caminho se abre com diferentes possibilidades: é plausível enfrentar a Inglaterra nas quartas, e a Argentina nas semis.

