
República Tcheca e Coreia do Sul se enfrentam nesta na noite desta quinta-feira (11)
Coreia do Sul e República Tcheca se enfrentam nesta quinta-feira (11), às 23h, no Estádio Akron, em Guadalajara, no México, pela primeira rodada do Grupo A da Copa do Mundo. O duelo será o segundo desta edição do torneio e reúne duas seleções com histórias que vão muito além do que acontece em campo.
A Coreia do Sul faz sua 11ª participação consecutiva no Mundial, com Son Heung-min chegando ao torneio a quatro gols de se tornar o maior artilheiro da história da seleção. Do outro lado, a República Tcheca retorna à Copa após 20 anos, classificada de forma dramática pela repescagem europeia, com Patrik Schick como principal nome do elenco. No entanto, o confronto carrega um contexto histórico que vai muito além do futebol.
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A Tchecoslováquia representou o bloco comunista no armistício que encerrou a Guerra da Coreia em 1953
Da Guerra da Coreia ao gramado de Guadalajara
O confronto entre Coreia do Sul e República Tcheca tem uma história que remonta à Guerra da Coreia. O Armistício que encerrou o conflito em 27 de julho de 1953 criou a Comissão de Supervisão das Nações Neutras, composta por quatro países. Suécia e Suíça foram indicadas pelo Comando das Nações Unidas, enquanto Tchecoslováquia e Polônia foram escolhidas pelo Exército da Coreia do Norte e pelos Voluntários do Povo Chinês, representando o bloco adversário à Coreia do Sul no acordo que manteve a paz na península coreana.
A Tchecoslováquia permaneceu nessa posição por quarenta anos, até ser retirada da comissão em 1993, após a dissolução do país em República Tcheca e Eslováquia. Ou seja, o país que nesta quinta-feira entra em campo contra a Coreia do Sul passou décadas representando o lado inimigo no único acordo que impediu a retomada da guerra. Em 2013, na celebração dos 60 anos do armistício, a embaixada tcheca em Seul organizou uma série de eventos para homenagear essa participação, reconhecendo oficialmente esse capítulo da história.

A Coreia do Sul eliminou a Alemanha, então campeã do mundo, na Copa de 2018
A consistência asiática que já eliminou campeões do mundo
A Coreia do Sul faz sua 11ª participação consecutiva em Copas do Mundo, consistência rara no futebol asiático. Nas eliminatórias para 2026, a seleção terminou invicta no topo do Grupo B da terceira fase, somando 22 pontos, com Son Heung-min marcando dez gols ao longo do ciclo. O técnico Hong Myung-bo, que assumiu o cargo em 2024 após a demissão de Jürgen Klinsmann, montou um elenco com base em jogadores que atuam no futebol europeu, com Kim Min-jae, do Bayern de Munique, e Lee Kang-in, do PSG, como principais nomes ao lado do capitão.
Son chega ao torneio com 54 gols pela seleção, a quatro de superar Cha Bum-kun e se tornar o maior artilheiro da história do país. Em 2018, a Coreia do Sul eliminou a Alemanha, então campeã do mundo, com dois gols nos acréscimos. Son marcou o segundo após o goleiro Neuer avançar ao campo adversário em busca do empate. O melhor resultado da seleção, porém, foi em 2002, quando chegou ao quarto lugar, eliminando Itália e Espanha no torneio que co-sediou com o Japão.

A seleção da República Tcheca está de volta a uma Copa depois de 20 anos
A volta dramática da República Tcheca à Copa
A República Tcheca retorna à Copa do Mundo após 20 anos de ausência. A última participação foi em 2006, na Alemanha, quando caiu na fase de grupos após vencer os Estados Unidos, e perder para Gana e Itália. A classificação para 2026 veio pela repescagem europeia de forma dramática. Em ambas as partidas, contra Irlanda e Dinamarca, os tchecos saíram atrás no placar, buscaram empates por 2 a 2 e venceram nos pênaltis.
O principal nome do elenco é Patrik Schick, atacante do Bayer Leverkusen com 25 gols em 52 partidas pela seleção. Na Eurocopa de 2020, marcou um dos gols mais emblemáticos da história do torneio, que ficou conhecido como o gol que Pelé não fez, ao finalizar de quase 50 metros ao perceber o goleiro da Escócia adiantado, com a bola entrando no canto superior. Ao lado de Schick, o capitão Tomáš Souček, do West Ham, é a referência do meio-campo. O histórico da seleção também carrega o legado da antiga Tchecoslováquia, vice-campeã mundial em 1934 e 1962.

A Coreia do Sul venceu o último confronto entre as equipes em 2016
O histórico entre as seleções
Coreia do Sul e República Tcheca se enfrentaram poucas vezes na história. O único confronto recente entre as duas seleções foi um amistoso em 2016, vencido pela Coreia do Sul por 2 a 1. Nesta quinta-feira, as equipes se encontram pela primeira vez em uma Copa do Mundo.

