
Pulgar, do Flamengo, volta a ser centro de polêmica sobre seleção do Chile
O volante Pulgar, do Flamengo, se defendeu das críticas sofridas por recusar a defender a seleção do Chile. Nesta quinta-feira (24/9), o jogador se pronunciou, explicando sua versão da história.
Segundo o próprio, em declarações a “O Globo”, o chileno rebateu que o motivo para a recusa seja “pressão”. Ele afirmou que suas falas ao presidente da federação, Pablo Milad, foram “tiradas de contexto”.
“Acho que algumas coisas que conversei com o presidente foram bastante tiradas de contexto. Eu falei sobre críticas, nunca disse que não queria ir à seleção porque não suportava a pressão. Na verdade, até acho um pouco engraçado quando falam em pressão. Jogo partidas com 60 ou 70 mil pessoas, já disputei fases decisivas da Copa Libertadores. Se, depois de tudo isso, o problema fosse eu não conseguir suportar a “pressão” de jogar no Chile, seria bastante curioso”, iniciou o chileno.
Pulgar rebate críticas de ídolo
O volante também respondeu diretamente a Esteban Paredes, que afirmou que não voltaria a convocá-lo caso a razão para a ausência fosse o receio de receber críticas. Pulgar questionou a avaliação feita pelo ex-atacante e ressaltou que os dois nunca conversaram sobre o assunto.
“Eu achei um pouco engraçado, principalmente porque o Esteban (Paredes) nunca falou comigo. Então ele conseguiu analisar minha força mental sem sequer me perguntar o que aconteceu. Um diagnóstico bastante completo. Ele também falou sobre a pressão de jogar pelo Chile e voltamos ao mesmo ponto: jogo futebol profissional há anos, passei oito anos na Europa”, disse Pulgar.
Pulgar também citou experiências em momentos de alta pressão ao longo da carreira e afirmou respeitar a trajetória de Paredes no futebol. No entanto, o jogador considerou que o ex-atacante deveria procurar entender sua situação antes de fazer uma avaliação pública.
“Disputei partidas decisivas e uma final de Copa Libertadores. Alguma pressão eu já tive que enfrentar. Respeito muito o que o Esteban fez como jogador de futebol, mas, se ele queria saber o que estava acontecendo comigo, seria muito mais fácil me perguntar do que fazer uma análise psicológica pela televisão”, finalizou.
