Seleção africana cria ‘clima de guerra’ em despedida de Messi

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Benin trata despedida de Messi pela seleção argentina como oportunidade histórica para o mundo enxergar o futebol do país africano
Divulgação / Fifa

Benin trata despedida de Messi pela seleção argentina como oportunidade histórica para o mundo enxergar o futebol do país africano

A despedida de Lionel Messi da seleção argentina ganhou um ingrediente inesperado antes mesmo da bola rolar. O Benín encara o amistoso contra a Argentina como uma oportunidade para mostrar seu futebol ao mundo, mas também chega ao confronto atento ao comportamento dos adversários. Steve Mounié, capitão e maior artilheiro da seleção africana, afirmou que os argentinos gostam de provocar os adversários e pediu atenção aos companheiros para que a equipe não caia nesse tipo de armadilha.

Mounié não estará em campo por causa de uma lesão, mas acompanhará o confronto no Monumental e fez questão de deixar um alerta ao elenco. Em entrevista ao jornal Olé, o atacante afirmou que a Argentina tem “suas manhas” e acusou os jogadores sul americanos de tentar tirar os adversários do sério durante as partidas. A declaração colocou um tom mais competitivo em um jogo que, inicialmente, tinha como principal atração a despedida de Messi diante de sua torcida.

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Benin
Reprodução/Instagram

Benin

Benín vê oportunidade histórica no jogo

Apesar das críticas, Mounié reconheceu a dimensão do compromisso para o futebol de Benín. O atacante afirmou que a equipe chega ao confronto como uma celebração, mas também com a intenção de aproveitar a visibilidade proporcionada pela partida contra a Argentina. Para os jogadores africanos, enfrentar os atuais campeões mundiais no Monumental representa uma oportunidade rara de mostrar seu futebol diante de um público internacional.

A ideia, segundo o capitão, é não tratar o encontro apenas como um amistoso festivo. Mounié destacou que seus companheiros querem competir e mostrar qualidade diante de uma das seleções mais tradicionais do futebol mundial. O jogador também acredita que uma boa atuação pode abrir portas para que Benín participe de mais partidas de grande repercussão no futuro. O duelo, portanto, terá um significado especial para os africanos mesmo com todo o foco voltado para a despedida de Messi.

Mohamed Tijani - Benin
Reprodução

Mohamed Tijani – Benin

Zagueiro do Benín trata Messi como “Deus”

Se Mounié adotou um tom de alerta ao falar sobre a Argentina, o zagueiro Mohamed Tijani demonstrou uma postura bem diferente ao comentar especificamente sobre Messi. Antes do confronto,  o defensor praticamente descartou a possibilidade de existir uma estratégia capaz de parar o camisa 10 e afirmou que o melhor seria aproveitar a oportunidade de enfrentá lo. “Como vamos marcar Messi? Não há que marcar Messi, vamos desfrutar este partido. Não há nenhum plano. É Deus“, declarou o jogador.

A declaração mostra o tamanho da expectativa criada pelo amistoso dentro da seleção africana. Ao mesmo tempo em que os jogadores reconhecem a necessidade de atenção para não serem envolvidos pelas provocações argentinas, existe também o respeito pelo que Messi representa no futebol. O duelo será justamente a última oportunidade para adversários enfrentarem o craque com a camisa da Argentina, o que aumenta ainda mais o peso simbólico da partida.

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Steve Mounié - Benin
Reprodução/Instagram

Steve Mounié – Benin

Capitão pede atenção para evitar provocações

O alerta de Mounié surgiu principalmente por causa de uma experiência pessoal com Leonardo Balerdi, contra quem enfrentou durante sua passagem pelo futebol francês. Segundo o atacante, o zagueiro argentino já teria se envolvido em situações de contato e provocações que acabaram contribuindo para sua expulsão. A partir dessa experiência, Mounié afirmou que Balerdi possui “suas manhas” e classificou o comportamento como mal intencionado.

O capitão foi além e afirmou que esse tipo de postura não estaria restrito a um jogador. Na avaliação dele, os argentinos costumam tentar entrar na cabeça dos adversários, provocar reações e utilizar o aspecto psicológico como parte da partida. Mounié citou a Copa do Mundo e outros confrontos de seleções sul americanas como exemplos desse comportamento. 



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