STJ reabre debate sobre estelionato em caso de Bruno Henrique

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STJ reabre investigação de caso de estelionato envolvendo o jogador Bruno Henrique
Gilvan de Souza/Flamengo

STJ reabre investigação de caso de estelionato envolvendo o jogador Bruno Henrique

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou uma decisão anterior no processo envolvendo Bruno Henrique e determinou que o Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ DF) faça uma nova análise sobre um ponto relacionado à acusação de estelionato. A decisão foi tomada pelo ministro Joel Ilan Paciornik e atende a um questionamento apresentado pela defesa do atacante do Flamengo, que é investigado por supostamente ter provocado de forma intencional um cartão amarelo durante uma partida contra o Santos, em 2023.

Segundo informações publicadas pelo UOL, a determinação do STJ não interfere na acusação relacionada à fraude ao resultado de partida, que continua válida dentro do processo. O novo julgamento deverá analisar especificamente o argumento apresentado pelos advogados de Bruno Henrique sobre a manifestação das casas de apostas e o prazo para que elas formalizassem o interesse na investigação do possível crime de estelionato.

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Bruno Henrique
Gilvan de Souza / Flamengo

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Defesa questiona manifestação das casas de apostas

O ponto que voltará a ser analisado pelo TJ DF envolve a forma como as casas de apostas comunicaram às autoridades a existência de movimentações consideradas suspeitas. Em julho de 2025, a 7ª Vara Criminal de Brasília recebeu a denúncia contra Bruno Henrique, seu irmão Wander Nunes Pinto Junior e outras sete pessoas por fraude esportiva, mas rejeitou inicialmente a acusação de estelionato. Na ocasião, a Justiça entendeu que não havia uma representação formal das casas de apostas dentro do prazo previsto.

O Ministério Público recorreu da decisão e conseguiu posteriormente que o TJ DF determinasse o prosseguimento da acusação de estelionato. O tribunal considerou que as comunicações feitas pelas operadoras às autoridades administrativas já demonstravam interesse na apuração dos fatos. A defesa de Bruno Henrique contestou esse entendimento e afirmou que os primeiros alertas sobre as apostas suspeitas foram encaminhados à IBIA e à Sportradar, entidades privadas de monitoramento, antes de chegarem à Confederação Brasileira de Futebol.

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Adriano Fontes/Flamengo

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STJ determina nova análise do recurso

Ao avaliar o caso, o STJ entendeu que o TJ DF não havia respondido de maneira adequada ao argumento apresentado pela defesa. Por isso, a decisão anterior foi anulada e o tribunal de origem terá de analisar novamente o ponto levantado pelos advogados do jogador. A discussão está relacionada justamente ao momento em que teria começado a contar o prazo para que as possíveis vítimas formalizassem a representação.

A defesa sustenta que, dependendo da data considerada como início desse prazo, o período para a manifestação formal das casas de apostas poderia ter terminado antes da apresentação da denúncia. O novo julgamento, portanto, não significa o encerramento do processo nem uma absolvição de Bruno Henrique. O que está em discussão neste momento é a validade do prosseguimento da acusação de estelionato a partir dos procedimentos adotados pelas empresas envolvidas.

 Bruno Henrique
REPRODUÇÃO/FLAMENGO

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Acusação contra Bruno Henrique continua

O Ministério Público do Distrito Federal acusa Bruno Henrique de ter provocado intencionalmente um cartão amarelo durante a partida entre Flamengo e Santos, em novembro de 2023. Segundo a denúncia, o jogador teria comunicado previamente ao irmão que receberia a advertência. Wander teria utilizado a informação para realizar uma aposta e também teria repassado o dado para pessoas próximas.

Ao todo, nove pessoas foram denunciadas no caso. Durante as investigações, dados levantados pela Polícia Federal apontaram uma concentração considerada suspeita nas apostas relacionadas ao mercado de cartões de Bruno Henrique. Na Betano, aproximadamente 98% das apostas analisadas estavam relacionadas ao mercado envolvendo o jogador, enquanto na Galera Bet o percentual teria chegado a cerca de 95%.

Os movimentos identificados nas plataformas de apostas geraram alertas e levaram a CBF a abrir um procedimento interno para investigar o caso. Posteriormente, o material foi encaminhado à Polícia Federal e ao Ministério Público. Com a decisão do STJ, o processo terá uma nova etapa de análise no TJ DF, enquanto a acusação de fraude esportiva permanece em discussão.

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